segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Hoje no Coliseu - Caderneta de Cromos

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Bom fim-de-semana e aproveitem o ar puro do campo!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Hoje é dia 11 do mês 11 - Carta a todos os cornudos (especialmente aos estorricados)

Sei que não fica bem escrever uma carta aos traídos e de chamá-los cornudos. Sei que não é aceitável vê-los sem ser como uns coitadinhos e não é isso que eu pretendo com esta carta.

Quando penso em traição, lembro-me sempre duma anedota (talvez nem tão divertida assim) sobre os tipos de cornudos:

1. Há o corno manso, que é aquele que não se importa, que se calhar até gosta de o ser e por isso não sofre. Não sente ciúme nem posse nem tem medo de perder aquele(a) que diz amar. Se calhar, até lucra em fechar os olhos: tem casa, tem jóias, tem estabilidade, tem uma vida que parece perfeita e isso é o que mais importa. Há muitos mais cornos mansos do que se imagina porque coniventes com a situação e porque ficam camuflados na vegetação familiar.

2. Há o corno furioso, que é aquele que é corno e enfurece-se com isso. É aquele que enche páginas dos jornais a escândalos, que pratica crimes passionais em nome do amor, que faz cenas, que insulta, que fere, que denuncia os factos a todos, que se vinga e que mata. É aquele que prepara a vingança, servida a frio, que se atira para o chão e se rasga todo, que corta o pirilau ao tipo ou atira ácido à cara dela para que mais ninguém possa ter proveito. É o cornudo que se ama mais a si próprio e ao seu próprio orgulho do que alguma vez amou o outro…

3. Finalmente, há o corno estorricado. É aquele que ama, que confia no outro de tal forma que era capaz de pôr as mãos no fogo pela fidelidade do outro e fica bastante estorricado! Esse é o que provoca duas reacções distintas nas pessoas: ou ficam com «peninha» ou então gozam chamando-o de coitadinho porque não reagiu “à furioso”, porque não teve tomates para reagir, porque é um papalvo a confiar assim tão ingenuamente…

Tanto uma reacção como a outra são disparatadas. Na verdade, se tiver que respeitar um corno, que seja o corno estorricado, este é sem dúvida o que mais admiro! É alguém que é apanhado desprevenido, que pensa conhecer bem a pessoa que ama e afinal se engana. É aquele que vivia tranquilo e viu o seu mundo desmoronar-se. É aquele que deprime quando perde o afecto do outro. E mais, é aquele que fica profundamente magoado com a mentira e com a falta de honestidade. Não se amavam? Não foram sempre amigos? Não falavam sobre tudo? Então porquê? Porquê essa traição? Porque não falaram antes que isso acontecesse? Porquê chegar a esse ponto de não retorno em que a relação já não pode ser reconstruída?

Pior que saber que o outro deseja outro corpo, é saber que seguiu a solução mais fácil. Em vez de conversarem e tentarem colmatar as falhas, apagar as frustrações, escolhem o caminho da infidelidade, a placa que diz The end, sem sequer dar ao outro uma hipótese de escolha nessa decisão. É tão mais fácil ser-se apanhado em flagrante numa cama qualquer com outro corpo, do que assumir que também se falha numa relação, que simplesmente se deixou de amar com o tempo, as discussões, a falta de compreensão e de carinho. É tão mais inebriante fazer sexo no carro num parque de estacionamento com o outro corpo do que voltar para casa para o que ainda ama e continua a cuidar das coisas para que tudo esteja bem, mas que está com problemas, deprimido, em baixo de forma, ou até doente. É tão mais fácil sair assim duma relação, à bruta, porque assim já não precisa de tentar recolar os pedaços dum amor despedaçado.

Na verdade, quem devia ser chamado de coitadinho é aquele que trai, porque não tem “tomates”, porque se trai uma vez, poderá voltar a trair o corpo do parque de estacionamento por outro num sítio ainda mais excitante. Quem mostra ser digno de respeito, é o traído que, depois do marasmo de ver o seu futuro cair por terra, volta a reerguer-se. É aquele que poderá seguir em frente, de cabeça erguida porque foi o que mais amou. É aquele que sai mais forte depois do sofrimento, que saberá depois valorizar o que é essencial, que estará mais atento aos sinais, que saberá relacionar-se de novo com alguém de forma sadia.

Por isso, cornudos estorricados recentes, não fiquem aí com vontade de morrer, não vale a pena querer amar alguém que não vos quer! Rastejar não serve de nada, tentar mudar para recolar os bocados também não. Não se culpabilizem por não terem sido cegos. Como o povo costuma dizer: Deus escreve direito por linhas tortas! Aceitem a dor como um cheque em branco para felicidade a dobrar no futuro. Só se dá valor ao que se tem, quando um dia já se perdeu tudo…

Cornudos estorricados de todo o mundo, deixo-vos esta carta com muita amorizade e agora não percam mais tempo a chorar pelas queimaduras, a pele tem uma capacidade de renovação que muito vos irá espantar. Sigam em frente, longe das lareiras!

http://amorizade.wordpress.com


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

FESTA LITÚRGICA DO SANTO CONDESTÁVEL EM OURÉM - 6 DE NOVEMBRO DE 2010

Sob o Alto Patrocínio da Casa Real Portuguesa, S.A.R., Dom Duarte Pio, Duque de Bragança e Conde de Ourém, o Museu Nacional do Santo Condestável da Fundação Histórico-Cultural Oureana vai no próximo dia 6 de Novembro de 2010, levar a efeito Actos Solenes Comemorativos da Festa Litúrgica do Santo Condestável, São Frei D. Nuno de Santa Maria Àlvares Pereira, III Conde de Ourém, os quais terão lugar no Castelo de Ourém, de acordo com o seguinte programa:

SANTA MISSA E VENERAÇÃO DE RELÍQUIAS
Antiga Real e Insigne Sé-Colegiada de Santa Maria – Castelo de Ourém
Paróquia de Nossa Senhora das Misericóridias / Real Confraria do Santo Condestável
11:00 h. - Missa Solene
- Investidura de Confrades na Real Confraria do Santo Condestável
- Participação de Reais Irmandades, Corporações e demais Associações
- Guarda de Honra e Veneração das Relíquias do III Conde de Ourém

BANQUETE REAL
(Requer Reserva Antecipada)
Paço Novo dos Cónegos – Restaurante Medieval, Castelo de Ourém
Real Confraria Enófila e Gastronómica Medieval – Instituto D. Afonso, IV Conde de Ourém
13:00 h. - Almoço Medieval
- Palestra: A Rota do Santo Condestável - Cor. Vítor Portugal dos Santos
- Apresentação da Maqueta do Monumento ao Santo Condestável

PASSEIO - “VISITA GUIADA"
Visita Guiada Centro Histórico – Castelo de Ourém
Nesta iniciativa conta com o apoio da Câmara Municipal de Ourém e nela participam a Real Guarda de Honra, a Real Ordem da Asa de São Miguel, a Real Confraria do Santo Condestável S. Nuno e o Istituto Nazionale per la Guardia d’ Onore (Itália).

in: http://auren.blogs.sapo.pt/81294.html