terça-feira, 12 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
«Mandem o FMI dar uma volta se tiverem coragem»
Gregos e irlandeses contaram ao jornal «Sol» como se vive com o FMI e dizem a Portugal para ter coragem.Gregos e irlandeses vivem há meses com a ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia (UE), um destino que, tudo indica, deverá ser em breve partilhado por portugueses. Mas o conselho deles é outro: «Mandem o FMI dar uma volta se tiverem coragem».
O semanário conta histórias de várias pessoas, recolhidas por e-mail. Histórias de pessoas despedidas das empresas onde trabalhavam há anos, de pessoas que tiveram de deixar as suas casas e mudar para apartamentos mais baratos após terem sofrido cortes de 30% no salário, histórias de pessoas que tiveram de aceitar uma redução de 30% no horário laboral para evitar o desemprego. É o preço a pagar pela ajuda: as medidas de austeridade impostas pelos dois fundos.
Os sonhos acabaram«A ajuda externa tornou-nos mais pobres, cépticos e pessimistas quanto ao futuro. Os sonhos acabaram», disse ao «Sol» uma jornalista grega.
«Vemos imensa gente sentada horas e horas nos cafés, porque é uma forma barata de socializar. Os restaurantes, por outro lado, estão vazios e muitos vão fechar», refere um consultor de empresas grego.
Também na Irlanda a receita externa deu, até agora, poucos resultados. Desde o resgate, a performance dos dois países tem sido trágica: o desemprego está em máximos históricos (triplicou na Irlanda em três anos, até 13,4%), a recessão aprofundou-se e os juros da dívida pública - principal justificação do resgate - nunca aliviaram. Os juros de longo prazo (um indicador do risco-país) da Grécia e da Irlanda são hoje os mais altos do Mundo (12% e 10%, respectivamente).
Situação de Portugal: onde que nós já vimos isto?
Sobre uma eventual ajuda a Portugal, gregos e irlandeses alertam que a situação é muito semelhante ao período anterior ao resgate: juros em máximos, cortes de rating, queda do executivo (Grécia) e sucessivos desmentidos do governo sobre a necessidade de ajuda. «O anterior governo negou o auxílio externo mesmo quando o FMI já tinha embarcado no avião para Dublin», lembra um irlandês.
Já um outro grego vai mais longe: «Se tiverem coragem, mandem o FMI dar uma volta. Se não, façam como os gregos, voltem a aprender a cultivar a terra, a organizar festas com bebidas baratas e desliguem a TV quando a publicidade começar».
in: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/fmi-grecia-irlanda-ajuda-pedido-de-ajuda-agencia-financeira/1243970-1730.html
quarta-feira, 30 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011

Charneca da Peralva tem associação há 32 anos (por Jornal O Templário)
Cerca de 150 pessoas participaram no almoço convívio de comemoração do 32.º aniversário do Centro de Cultura e Recreio da Charneca da Peralva, na freguesia de Paialvo, Tomar, no domingo, dia 13
Trata-se de uma colectividade com amplas instalações e que envolve a juventude não só da localidade mas de aldeias vizinhas.Ali é visível a dinâmica que os jovens imprimem à associação por exemplo através do clube criado para a prática do cicloturismo (meia pedalada).
Fonte: jornal "O Templário"
http://www.otemplario.pt/edicao/noticia/?id=5777&ed=1160
terça-feira, 15 de março de 2011
O país está vivo!
A manifestação do passado sábado veio provar que a classe dirigente e os comentadores nacionais estão completamente errados na visão que têm do país.As centenas de milhares de pessoas que saíram à rua mostram um país que está exausto e revoltado e que este não é um estado de espírito apenas dos jovens, mas de uma larga maioria da população.
Não ver isto e querer colocar esta manifestação no âmbito da mobilização de partidos e de sindicatos é persistir num erro que nos pode sair muito caro.
As imagens da manifestação mostram um país que está vivo, que não desistiu e que tem vontade de mudar o actual estado de coisas, não de uma forma negativa, mas construtiva, como afirmaram muitos dos que foram ouvidos pela comunicação social.
Ficámos a saber, este fim-de-semana, que, afinal, as elevadas taxas de abstenção dos últimos actos eleitorais ou a indiferença com as campanhas políticas não revelam apatia, mas sim uma profunda discordância com os métodos e prática dos políticos.
O modo como esta manifestação vai ser lida nos próximos dias é determinante para o nosso futuro. Ignorar o que se passou é programar uma bomba relógio que a prazo há-de rebentar.
Raquel Abecasis
http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=121&did=146275



